É inevitável olhar pelo retrovisor da história neste momento. De fato, tudo o que acontece na vida do União Frederiquense parece desafiar o óbvio. Diriam os pessimistas que o clube, fundado em 2010, não iria muito longe. Afinal, no já consolidado cenário do futebol gaúcho, não haveria espaço para aventuras como aquela. Também diriam os pessimistas que, em 2014, após perder o jogo de ida, era impossível buscar uma remontada na casa do adversário.
Da mesma forma, seria um trabalho de Hércules montar um time competitivo em meio à pandemia, em 2021.
Pois bem. Nós já conhecemos a história.
E aqui estamos novamente, em 2026, com o União se deparando mais uma vez com seu destino de desafiar a obviedade. O clube chega para uma decisão pela vaga na elite do futebol estadual contra um gigante do interior gaúcho, que recentemente se tornou uma SAF, está situado em um importante centro econômico do estado e caiu há pouco tempo para a Série A2.
O equilíbrio do confronto dentro de campo apenas ressalta como o trabalho do clube e a paixão por esse esporte são o que o mantêm vivo em Frederico Westphalen.
Um trabalho profissional, realizado com muito suor, dedicação e competência.
Que bom que o futebol não é feito apenas de pessimistas.




