O cuidado com a saúde visual das crianças ganhou uma ação concreta em Frederico Westphalen. Neste sábado, dia 5 de setembro, crianças atendidas pelo projeto “Visão que transforma”, desenvolvido pelo Rotary Club de Frederico Westphalen Barril, estiveram nas ópticas parceiras para escolher as armações que serão utilizadas na confecção dos óculos indicados após as avaliações oftalmológicas.
A atividade representa mais uma etapa de um projeto que busca identificar precocemente alterações na visão entre crianças em situação de vulnerabilidade social e garantir que elas tenham acesso ao atendimento necessário.
A primeira ação ocorreu nos dias 5, 12 e 17 de agosto, na Escola Irmã Odila Lehnen, envolvendo estudantes do primeiro ao quarto ano dos turnos da manhã e da tarde. Ao todo, 123 crianças passaram pela avaliação de acuidade visual.
O resultado chamou a atenção: 27 estudantes apresentaram alterações na acuidade visual, o equivalente a 22,3% do total de crianças avaliadas. Esses estudantes foram encaminhados para avaliação com médicos oftalmologistas parceiros do projeto e, a partir dos atendimentos já realizados, oito crianças tiveram indicação para o uso de óculos.
Foi justamente esse grupo que participou da atividade deste sábado. Nas ópticas parceiras, as crianças puderam escolher as armações e, a partir das prescrições recebidas, os óculos foram encaminhados para confecção.
A presidente do clube Leidiane Bandeira salienta que o projeto pretende justamente transformar essa realidade por meio da prevenção, do diagnóstico e da solidariedade. “O objetivo é que nenhuma criança deixe de enxergar plenamente as oportunidades de aprender e se desenvolver por não ter acesso a uma avaliação ou a um óculos. O projeto une voluntariado, parceria e solidariedade para transformar uma necessidade em uma oportunidade concreta”, disse.
A proposta do Projeto “Visão que transforma” é ir além da identificação de possíveis problemas de visão. A iniciativa busca criar uma rede de voluntariado para mudar essas realidades. “A preocupação está diretamente relacionada ao impacto que dificuldades visuais podem ter no aprendizado e no desenvolvimento infantil. Uma alteração que não é identificada pode comprometer a capacidade da criança de acompanhar as atividades escolares e interferir no seu desenvolvimento como um todo”, salientou a presidente do clube de serviço.
Trabalho voluntário e parceria
A primeira etapa do projeto contou com a participação voluntária das médicas da Saúde da Família de Frederico Westphalen, Isabela Schneider e Geani Samara Rodrigues, além dos integrantes do Rotary, que atuaram na organização e execução das avaliações.
A Secretaria Municipal da Saúde também apoiou a iniciativa por meio do empréstimo das escalas de Snellen utilizadas na realização da triagem.
Após a identificação das alterações, o projeto passou à etapa de avaliação especializada, contando com a parceria voluntária dos oftalmologistas Mauri Niederauer, Stéphanie Niederauer, Mateus Zanchet Tecchio e Tiago Ribeiro Schmalfuss, responsáveis pelos atendimentos das crianças encaminhadas.
Para viabilizar a aquisição dos óculos, o Rotary também estabeleceu parceria com a Joalheria e Ótica Confiança e a Óptica Santa Luzia, que apoiam esta primeira edição do projeto.
Além disso, o clube organizou um banco solidário de armações de óculos permanente, todas as pessoas que tiverem armações que não utilizam mais, podem fazer a doação para este banco que vai atender pessoas da comunidade, em especial as crianças que venham a ser identificadas ao longo da iniciativa.




