Em 2022, pela primeira vez, as famílias formadas por casais com filhos representam menos da metade do total de famílias do país. O percentual desse tipo de composição recuou de 56,4%, em 2000, para 42,0% (ou 24,3 milhões) do total de famílias em 2022.
No mesmo período, o casal sem filhos foi a composição familiar que mais cresceu, saltando de 13,0% em 2000 para 24,1% (ou 13,9 milhões) em 2022.
Em 2022, o Brasil tinha 72,3 milhões de unidades domésticas, das quais 13,6 milhões eram unipessoais e 57,8 milhões tinham duas ou mais pessoas com parentesco, isto é, formando famílias. Em 2022, entre as 57,8 milhões de famílias do país, 54,6 milhões (ou 94,5%) eram uma família única e 3,2 milhões (ou 4,5%) compunham duas ou mais famílias, chamadas de famílias conviventes. O total dessas famílias conviventes chegou a 6,6 milhões em 2022.
A proporção de mulheres sem cônjuge e com filhos no total de unidades domésticas subiu de 11,6% em 2000 para 13,5% (ou 7,8 milhões) em 2022. Já o percentual de homens sem cônjuge com filhos subiu de 1,5% para 2,0% (ou 1,2 milhão, em 2022), no período.
De 2000 para 2022, o número de unidades domésticas unipessoais triplicou, saltando de 4,1 milhões para 13,6 milhões (ou 19,1% do total de unidades domésticas do país). Em 2022, nas 13,6 milhões de unidades domésticas unipessoais do país residiam 6,837 milhões de homens e 6,784 milhões de mulheres.
De 2000 para 2022, o percentual de famílias com responsáveis do sexo masculino recuou de 77,8% para 51,2%. Já o percentual de famílias cujo responsável era mulher cresceu de 22,2% para 48,8%.Entre 2000 e 2022, o percentual de responsáveis por famílias que não tinham instrução ou tinham apenas o nível fundamental incompleto recuou de 66,1% para 34,7%, enquanto o percentual dos responsáveis com nível superior completo subiu de 6,3% para 17,4%.




