Mais do que uma acompanhante, a doula é a guardiã da experiência positiva do nascer.
Em um momento de tanta vulnerabilidade e potência como o trabalho de parto, toda mulher precisa se sentir segura, respeitada e amparada. É exatamente esse o papel da doula.
Profissional capacitada para oferecer suporte físico, emocional e informativo, a doula não realiza procedimentos médicos. Seu foco é a mulher. Ela está ali para acolher medos, validar sentimentos, informar com base em evidências e proteger o plano de parto desejado.
O que ela faz na prática?
Durante o trabalho de parto, ela se torna um porto seguro. Com massagens que aliviam a dor, auxílio na respiração consciente, sugestão de posições que ajudam o bebê a descer, banhos mornos, uso da bola de pilates e palavras de encorajamento, ela ajuda o corpo a trabalhar a favor do parto.
Sua presença contínua traz calma e confiança, fazendo com que a mulher se reconecte com sua própria força.
E os benefícios são reais:
Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovam: o acompanhamento contínuo por doulas está associado à redução de cesáreas desnecessárias, diminuição do uso de analgesia, trabalhos de parto mais curtos e, o mais importante, maior satisfação materna com a experiência do parto.
A doula não substitui o acompanhante ou a equipe médica - ela soma. Ela orienta o parceiro, cria uma ponte de comunicação com a equipe e garante que a protagonista daquele momento seja sempre a mulher.
Em um cenário onde o nascer precisa voltar a ser visto com respeito e humanidade, a doula é essencial. Ela não apenas segura a mão, ela sustenta uma história.
Cerli Lourdes dos Santos Guerra é Técnica em enfermagem e Doula



