Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Desemprego cai para 5,2% no Brasil, menor taxa para um terceiro trimestre desde 2012

Levantamento do IBGE aponta recorde de 103,6 milhões de pessoas ocupadas no país; rendimento médio chegou a R$ 3.790.

Foto: Jeso carneiro/Flickr

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consideram os meses de julho a setembro.O resultado representa uma redução em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice era de 5,4%, e também na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa ficou em 5,6%.

O número de pessoas desocupadas chegou a 5,6 milhões, uma queda de 234 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, equivalente a uma redução de 4%. Na comparação anual, foram 417 mil pessoas a menos procurando trabalho.

Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente já registrado pela pesquisa. O número representa um crescimento de 581 mil trabalhadores em três meses e de 1,2 milhão em um ano. O nível de ocupação, que corresponde à proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar, também alcançou recorde, chegando a 59%.

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Construção impulsiona avanço da ocupação

Entre os setores econômicos analisados pelo IBGE, a construção civil foi o único a apresentar crescimento significativo no número de trabalhadores na comparação com o trimestre anterior. A atividade registrou alta de 2,8%, com a entrada de aproximadamente 210 mil pessoas no mercado de trabalho.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, os avanços mais expressivos ocorreram nos setores de transporte, armazenagem e correio, com crescimento de 6,9%, e nas atividades relacionadas à administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que registraram aumento de 2,1%.O número de empregadores também atingiu o maior patamar da série histórica, com 4,5 milhões de pessoas. Já o setor público chegou a 13,2 milhões de trabalhadores.

Rendimento médio chega a R$ 3.790

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros ficou em R$ 3.790 no terceiro trimestre. O valor permaneceu estável em relação aos três meses anteriores, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025, o equivalente a R$ 131 a mais.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos ganhos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões, também o maior valor da série histórica. O indicador teve alta de 1,5% no trimestre e de 4,7% em um ano.

Apesar da redução do desemprego, outros indicadores mostram desafios no mercado de trabalho. A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre anterior, o percentual era de 37,4%. Outro dado foi o aumento de 7,5% na população desalentada em relação ao trimestre anterior. O grupo reúne pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego por diferentes dificuldades. Ao todo, eram 2,5 milhões de brasileiros nessa situação.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Esse indicador considera, além das pessoas desempregadas, aquelas que trabalham menos horas do que gostariam e as que poderiam trabalhar, mas não estão disponíveis ou não procuraram uma vaga.

A próxima divulgação da PNAD Contínua, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro.

Fonte: G1, Exame e Agência Brasil.