Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Com repasses atrasados, Hospitais da região se unem para cobrar medidas do Estado

A falta de pagamento dos recursos por parte do Governo aos Hospitais Filantrópicos e Santas Casas do Rio Grande do Sul vem agravando ainda mais a situação crítica em que as instituições de saúde se encontram. Com os repasses das parcelas pelos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em atraso desde setembro de Read More.

Com repasses atrasados, Hospitais da região se unem para cobrar medidas do Estado

A falta de pagamento dos recursos por parte do Governo aos Hospitais Filantrópicos e Santas Casas do Rio Grande do Sul vem agravando ainda mais a situação crítica em que as instituições de saúde se encontram. Com os repasses das parcelas pelos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em atraso desde setembro de 2018, o déficit financeiro dos Hospitais gira em torno de milhões.

Para juntar forças e discutir os problemas que atingem a área, representantes dos Hospitais das cidades pertencentes à 15ª e 19ª Coordenadorias Regionais de Saúde se reuniram na tarde da última quarta-feira, 13 de fevereiro, em Palmeira das Missões. O encontro foi pautado pelas dificuldades vivenciadas pelas instituições, que juntas construíram propostas e reivindicações para apresentar na assembleia com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, que acontece na manhã desta sexta-feira, 15, em Porto Alegre.

Durante a reunião, representantes dos Hospitais afirmaram que não aceitarão o parcelamento prolongado dos valores referente aos meses em atraso. Além disso, exigirão do Governo do Estado o pagamento em dia dos repasses a partir de março. Além dos recursos advindos do SUS, muitos também não estão recebendo os incentivos estaduais. O atraso gera um acúmulo de valores expressivos, que faz com que as instituições enfrentem diariamente uma luta para conseguirem manter as portas abertas. “Precisamos pressionar o Estado, mostrar que nós existimos. O governo precisa assumir a sua responsabilidade na atual situação em que se encontra a área da Saúde no Rio Grande do Sul”, afirma o grupo.

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As instituições também levarão como proposta a possibilidade de realizar o Fundo de Apoio financeiro e de recuperação dos hospitais privados, sem fins lucrativos e hospitais públicos (FUNAFIR), com a condição de que o próprio Governo do Estado se responsabilize pelo pagamento da dívida. Outro tópico debatido foi a relação das casas de saúde com a Federação. “Temos que cobrar uma postura, a Federação precisa conhecer a realidade dos Hospitais para poder representá-los”, explicaram.

Uma comissão foi formada para levar as propostas à assembleia. Representantes de todos os Hospitais da região destacaram a importância do apoio da comunidade e de mostrar a realidade em que se encontram. Muitas instituições estão com profissionais recebendo salários atrasados, com falta de pagamento aos fornecedores e até casos em que os atendimentos foram restringidos. Mesmo assim, continuam resistindo diariamente para cuidar de cada vida que precisa.

Em Frederico Westphalen, no Hospital Divina Providência, o cenário não é diferente. “Em 2018 o HDP realizou aproximadamente 50 mil atendimentos, entre urgência, emergência, internações e cirurgias, mesmo sem receber os repasses do Governo. Mas, a exemplo de outros hospitais da região e do estado, se os pagamentos não forem colocados em dia e os atrasos continuarem, nós teremos que rever a situação do Hospital”, declara Ayres Rizzi, Presidente do HDP. A situação atual é essa: os Hospitais e a Saúde do Rio Grande do Sul respiram por aparelhos para sobreviver.

A.I. HDP/FW