Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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Caminhoneiros discutem hoje propostas com o governo

O protesto de caminhoneiros contra o aumento do combustível e a alta de tributos chegou ao seu terceiro dia na manhã desta quarta-feira no Rio Grande do Sul. De acordo com informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), ao menos 18 rodovias estaduais estão bloqueadas, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que 34 Read More.

Caminhoneiros discutem hoje propostas com o governo

O protesto de caminhoneiros contra o aumento do combustível e a alta de tributos chegou ao seu terceiro dia na manhã desta quarta-feira no Rio Grande do Sul. De acordo com informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), ao menos 18 rodovias estaduais estão bloqueadas, enquanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que 34 trechos das estradas federais devem ser interrompidos pela manifestação.

A mobilização da classe percorre diversas regiões do Estado. Além de se manifestar contra o aumento de combustíveis, eles também reivindicam melhorias nas estradas e a criação de uma tabela com preços fixos a serem cobrados pelo frete por quilômetro rodado, não mais por viagem. Os motoristas têm apoio de agricultores e entidades de classe.

O governo federal recebe nesta quarta-feira (25)  representantes de caminhoneiros e empresários no Ministério do Trabalho, para discutir sobre a paralisação dos motoristas que interditam estradas federais em várias partes do país.

Rodovias Estaduais com bloqueios:

Rodovias federais:

01) BR-101 – km 022 – Três Cachoeiras;

02) BR-116 – km 040 – Vacaria

03) BR-116 – km 171 – Caxias do Sul (parcial)

04) BR-116 – km 389 – Camaquã (caminhões no acostamento; parcial);

05) BR-116 – km 397 – Camaquã (somente sendo parados caminhões; parcial);

06) BR-116 – km 401 – Camaquã (somente sendo parados caminhões);

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07) BR-116 – km 454 – São Lourenço. (somente sendo parados caminhões);

08) BR-153 – km 053 – Erechim

09) BR-158 – km 265 – Julio de Castilhos (parcial)

10) BR-285 – km 273 – Mato Castelhano (parcial)

11) BR-285 – km 301 – Passo Fundo (parcial)

12) BR-285 – km 337 – Carazinho (parcial)

13) BR-285 – km 462 – Ijuí (parcial)

14) BR-287 – km 330 – São Vicente do Sul

15) BR-290 – km 719 – Uruguaiana (parcial)

16) BR-293 – km 125 – Candiota (parcial)

17) BR-386 – km 036 – Frederico Westphalen (parcial)

18) BR-386 – km 050 – Seberi (parcial)

19) BR-386 – km 134 – Sarandi (parcial)

20) BR-386 – km 245 – Soledade (parcial)

21) BR-386 – km 269 – Fontoura Xavier

22) BR-386 – km 385 – Tabaí

23) BR-392 – km 062 – Pelotas (parcial)

24) BR-392 – km 066 – Pelotas (parcial)

25) BR-392 – km 076 – Pelotas

26) BR-392 – km 140 – Canguçu

27) BR-392 – km 297 – São Sepé (parcial)

28) BR-392 – km 655 – Cerro Largo

29) BR 468 – km 000 – Palmeira das Missões (parcial)

30) BR 468 – km 061 – São Martinho

31) BR 470 – km 011 – Barracão (parcial)

32) BR 472 – km 115 – Boa Vista do Buricá (parcial)

33) BR 472 – km 155 – Santa Rosa

34) BR 472 – km 168 – Santa Rosa

35) BR 472 – km 400 – São Borja

36) BR 472 – km 572 – Uruguaiana (parcial)

37) BR 472 – km 580 – Uruguaiana

Rodovias estaduais:

01) RS-122 – km 69 – Caxias do Sul

02) RS-126 – km 112 – em Sananduva

03) RS-126- km 126 – São João de Urtiga

04) RS-135 – km 48 – Estação

05) RS-135 – km 52 – Getúlio Vargas

06) RS-153 – km 02 – Passo Fundo

07) RS-155 – km 65 – Santo Augusto

08) RS-287 – km 78 – Venâncio Aires

09) RS-324 – km 88 – Marau

10) RS-332 – km 139 – Espumoso

11) RS-342 – km 120, entroncamento com a BR-285 – Ijuí

12) RS-344 – km 28 – Tuparendi

13) RS-344 – km 63 – Giruá

14) RS-404 – km 04 – Sarandi

15) RS-406 – entroncamento com a RS-324 – Nonoai

16) RS-463 – km 02 – Tapejara

17) RS-569 entroncamento com a BR-468 – Palmeira das Missões

18) RS-453 – km 10 – Venâncio Aires

19) RS-453 – km 02 – Venâncio Aires

20) RS-129 – km 82 – Muçum

21) RS-436 – km 02 – Taquari

22) RSC-470 – km 182 – Veranópolis

23) RS-481 – km 72 – Estrela Velha

Suínos

Alibem de Santa Rosa paralisou as atividades, com três mil animais deixando de ser abatidos. Em Ijuí, a expectativa é para a chegada do caminhão da empresa que faz o recolhimento de resíduos de abate. Sem a presença do caminhão, a linha de produção não pode continuar. Outras plantas estão com atividade funcionando apenas em ritmo parcial. Sem ração nas granjas, já que a disponibilidade é calculada exatamente conforme o ciclo e peso dos animais  os suínos já começam a entrar em restrição alimentar e portanto perdendo peso e com o bem-estar comprometido.

Grãos

O embarque de grãos já está sendo prejudicado e há risco de um atraso considerável no calendário. O impacto pode ser grande, já que vai coincidir com o transporte da safra de milho na metade do ano. Com a paralisação dos caminhoneiros em boa parte do Brasil em momento de escoamento da safra de soja, os preços dos prêmios de exportação do grão tendem a cair. Mas o que preocupa é perder o grão com  qualidade na lavoura. O ponto de colheita é curto e um grão que fica tempo demais na lavoura exposto a umidade perde qualidade.

Aves

Aurora deixará de abater 450 mil aves por dia em Abelardo Luz, Guatambu e Maravilha e 7.500 suínos em Joaçaba, São Miguel d’Oeste e Chapecó. Os bloqueios na BR-282 (Santa Catarina) e na BR-153 (Rio Grande do Sul), em protesto contra a alta dos combustíveis, afetam o fluxo de cargas de ração e de animais para abate. Em função da paralisação, há cerca de 170 carretas com cargas frigorificadas da Aurora paradas em estradas com destino a São Paulo, Paraná e Brasil Central. Também já começa a faltar ração para os produtores integrados da Aurora. Ontem, por exemplo, a empresa conseguiu entregar 800 mil quilos de ração aos cooperados – normalmente entrega 1,9 milhão de quilos por dia.

Leite

A greve dos caminhoneiros pode ser mais um agravante à forte crise leiteira que acomete o Rio Grande do Sul que passa por problemas de credibilidade (diante de inúmeras constatações de adulteração nos produtos flagradas pela Operação Leite Compen$ado, da Política Federal) e conta com preços pouco remuneradores. No Estado, uma cooperativa que recolhe o leite de produtores de 34 municípios da região Noroeste suspendeu a coleta. Já existem propriedades descartando leite, pois os resfriadores estão cheios.