Terça-feira, 8 de setembro de 2026
MPJ | Mais Pelo Jornalismo
Publicidade

Ao contrário do que diz governo, greve do magistério segue por tempo indeterminado

Na tarde da última sexta-feira, 13, a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), divulgou uma nota sobre a recuperação das aulas por parte dos professores que ainda se mantem em greve no Rio Grande do Sul. De acordo com as informações divulgadas, a maioria dos servidores já teriam voltado às atividades, afirmando que mais de Read More.

Ao contrário do que diz governo, greve do magistério segue por tempo indeterminado

Na tarde da última sexta-feira, 13, a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), divulgou uma nota sobre a recuperação das aulas por parte dos professores que ainda se mantem em greve no Rio Grande do Sul. De acordo com as informações divulgadas, a maioria dos servidores já teriam voltado às atividades, afirmando que mais de 70% dos estabelecimentos estão funcionando normalmente. A nota ainda afirma que as escolas podem utilizar todos os sábados disponíveis até a integralização do ano letivo de 2017, cujo encerramento deve ocorrer até 14 de janeiro. 

Em contrapartida às informações divulgadas pela Secretaria de Educação, o Cpers Sindicato afirma que os professores ainda estão paralisados e que esta ação por parte do governo foi uma forma de “tentar enfraquecer a greve dos educadores”. Confira a nota divulgada pelo Cpers: 

Na tarde desta sexta-feira (13), a Secretária de Educação – Seduc divulgou uma nota com informações sobre a recuperação das aulas. Como podem organizar um calendário escolar sem que a greve da categoria tenha encerrado? Como recuperar as aulas se sequer foram negociados os dias parados? O que a Procuradoria Geral do Estado – PGE está fazendo em Brasília para cassar a nossa liminar? Fica evidente que o governo está blefando para tentar enfraquecer a greve dos educadores, que segue forte e com o apoio da comunidade.

Ao contrário do que o governo insiste em afirmar, a paralisação dos professores e funcionários continua firme em todo o Estado. Mas ao informar o seu levantamento, aos números apresentados admitem a força da greve da categoria. 

Publicidade

O governo fala que 70% das 1.176 escolas estão trabalhando. Mas são 2.545 escolas. As restantes estão em greve. Portanto mais de 60% das instituições estão em greve. Como as maiores estão paradas, reafirmamos: 75% DA CATEGORIA (e não das escolas), segue em greve. 

Está mais do que na hora do governo apresentar uma proposta que contemple as exigências dos educadores: pagamento em dia e sem parcelamento. Pagar no 12º dia do mês, não é pagar em dia, governador! Continuaremos a nossa resistência até que os nossos direitos sejam respeitados!

O 26º Núcleo do Cpers que corresponde a região de Frederico Westphalen, mantem a greve com uma adesão de aproximadamente 60%. De acordo com a diretora do Núcleo, Maria Cleni, 33 escolas permanecem totalmente paralisadas.